sexta-feira, maio 29, 2009

Acontece até o próximo domingo (31) a terceira edição do Encontro Cultural Brasil e Japão, promovido pelo Centro Educacional Kyoko Oti na Associação Pan-Amazônica Nipo Brasileira de Belém. Haverá apresentação de músicos paraenses e shows de cultura japonesa, como taiko, Yosakoi Soran e músicas folclóricas da terra do sol nascente.
Serão expostos trabalhos da oficina de caligrafia japonesa, letras em kanji.

terça-feira, maio 26, 2009

A dança das cadeiras

Está confirmada a saída de dois titulares no governo do Pará. O primeiro nome anunciado foi do secretário de Meio Ambiente, Valmir Ortega, e o segundo, do secretário de Comunicação Fábio Castro. Ambos competentes e desempenhando um trabalho sério junto às duas pastas. Mas não conseguiram manter-se frente ao turbilhão de equívocos que caíram como sopa no mel para a oposição.
A secretária de Saúde, Laura Rosseti, também saiu, renunciou, depois de muita pressão, é o que dizem.
Para a Secom estão cotados três nomes: o do marqueteiro gaúcho Paulo Haineck, que andou dando os ares de sua graça aqui por Belém, Regina Lima, presidente da Funtepa e o competentíssimo jornalista Paulo Roberto Ferreira, que também já faz parte do governo.
A saída de Fábio Castro da Secom, secretaria que ele próprio ajudou a criar, é uma perda irreparável para o governo. Ao que tudo indica, ele continuará exercendo um cargo mais estratégico, já que deu preciosas contribuições em muitos momentos. A questão é se seus projetos desenvolvidos junto à Secom terão continuidade, como os projetos de oficinas de comunicação popular, que levam ao interior do Pará oficinas de jornal impresso, rádio, grafitagem, entre outras.
Os novos nomes para ocupar os lugares vagos ainda não foram oficializados mas, em breve, haverá surpresas.

quinta-feira, maio 21, 2009

Quando saiu na brisa azul da neblina, o rosto se lhe umedeceu como no outro amanhecer do passado, e só então compreendeu por que determinara a sentença se cumprisse ...


Gabriel Garcia Marques. Cem Anos de Solidão.

domingo, maio 17, 2009

Sono de ser, sem remédio,
Vestígio do que não foi,
Leve mágoa, breve e tédio,
Não sei se pára, se flui;
Não sei se existe ou se dói.


Fernando Pessoa em Cancioneiro

quarta-feira, maio 13, 2009

Il trinche avec ma vie


Mon mec à moi*

Il joue avec mon coeur,
il triche avec ma vie,
il dit des mots menteurs,
et moi, je crois tout ce

Les chansons qu'il me chante,
les rêves qu'il fait pour deux,
c'est comme les bonbons menthe,
ça fait du bien quand il pleut.

Je me raconte des histoires,
en écoutant sa voix,
c'est pas vrai ces histoires,
mais moi j'y crois !

Mon mec à moi
il me parle d'aventures
et, quand elles brillent dans ces yeux,
je pourrais y passer la nuit :

Il parle d'amour
comme il parle des voitures,
et moi je le suis où il veut,
tellement je crois tout ce qu'il me dit (2 fois)

Oh oui ! Mon mec à moi,
sans jamais dire “ je t'aime “,
c'est rien que du cinéma,
mais c'est du pareil au même.

Ce film en noir et blanc
qu'il m'a joué deux cents fois,
c'est Gabin et Morgan
(enfin, ça ressemble à tout ça)

Je me raconte des histoires,
des scénarios chinois,
c'est pas vrai ces histoires,
mais moi j'y crois !

Mon mec à moi
il me parle d'aventures
et, quand elles brillent dans ses yeux,
je pourrais y passer la nuit

*Chanteuse Patricia Kaas
Parole: Didier Barbelivien
Musique: F.Bernheim

sexta-feira, março 06, 2009

Portal superfaturado

O texto a seguir deu origem a uma série de reportagens feitas por mim e publicadas no jornal Diário do Pará nos últimos meses de 2008. Até o momento, ainda não se viu resolução para o fato. Posto aqui, com certo atraso, mas sempre é bom relembrar.

Portal da Amazônia foi superfaturado em R$ 30,5 milhões

Uma ação popular ajuizada na 1a Vara de Fazenda da capital denuncia irregularidades nas obras do Portal da Amazônia, da Prefeitura Municipal de Belém. A ação popular na qual consta o prefeito Duciomar Costa como réu, tem como advogado Elson Soares e foi requerida pelo estudante Cláudio Ribeiro da Silva que, após tomar conhecimento do desvirtumento do projeto original, indignou-se e decidiu entrar com a ação.
O projeto inicial, com o qual foi obtido o licenciamento junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), previa a utilização aterro hidráulico na obra, ou seja, o aterro seria retirado do fundo do rio Guamá, facilitando com isso a dragagem e o fluxo de embarcações ao longo da orla.
Com a execução de tal determinação, o preço do metro cúbico da areia sairia por R$ 19,48. Porém, a Prefeitura começou a utilizar aterro de outros locais, pagando por metro cúbico, incluindo os custos com transporte, a quantia de R$ 46,20. O feito encareceu a obra em R$ 30.598.559,00, uma vez que serão utilizados 1.101.460 metros cúbicos de aterro na obra.
“O aterro chega ao local das obras do Portal carregado em caminhões e até balsas, o que demonstra que deve estar vindo até de outros municípios”, disse o advogado.
O engenheiro e professor universitário Luiz Otávio Mota Pereira, na época responsável pelo projeto e pelo licenciamento junto à Sema, era Secretário Municipal de Urbanismo e pediu sua exoneração quando percebeu que o seu projeto estava sendo desvirtuado. Segundo Pereira, que fez a defesa oral do projeto junto ao Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema), ele foi o responsável pelos critérios do projeto ambiental em novembro 2006. “Em função de dificuldades e da mudança de rumo em abril de 2007 eu saí da Secretaria e as obras continuaram. Algum tempo depois o projeto foi modificado no que diz respeito ao aterro hidráulico, que onera o custo de planilha”, disse Pereira.
Engenheiro confirma as denúncias da ação popular e afirmou que não sabe qual foi a explicação para a alteração do projeto. Ele afirmou que, em função disso, entrou com um documento junto à Sema pedindo a exclusão de seu nome do projeto. Ainda em outubro de 2007, o engenheiro encaminhou um documento ao secretário de Estado de Meio Ambiente, Valmir Ortega, denunciando o problema do aterro hidráulico e também a falta de implantação de portos ao longo da orla, inclusive dos trapiches que deveriam ser implantados durante a execução do projeto.
“O projeto foi desvirtuado porque também passou a gerar crime ambiental ao retirar 1,1 milhão de metros cúbicos de areia de um local para levar à obra”, afirmou.
A falta dos trapiches, segundo Pereira, está gerando prejuízo social para quem tem que ter acesso através dos rios.
Também não foi feito o remanejamento de 135 famílias para local adequado conforme previsto inicialmente. “As famílias seriam remanejadas para o residencial Aloisio Meira em espaços que deveriam ter sido construídos pela Prefeitura previamente. Não foram instaladas também as comportas que o projeto previa. Por conta disso tudo, pedi a retirada de meu nome do projeto”.
Em nota oficial, a Prefeitura afirmou que não tomou conhecimento da denúncia de irregularidades no projeto de execução do Portal da Amazônia e que “ficou surpresa com a denúncia infundada”. A Prefeitura afirmou ainda que só vai se manifestar quando for notificada oficialmente pelo poder judiciário.