sábado, junho 11, 2011

Festival de Dança em Marseille


O FDAmM Festival de Dança e Múltiplas Artes de Marseille, começou hoje com duas apresentações de tirar o fôlego. A salle Vallier lotada por um público de todas as cidades deliciou-se com Trick Baby e La Smala Crew, espetáculos de Hip-hop e Street Dance, respectivamente das companhias Aurélien Desclozeaux, de Paris e La Smala de Bordeaux. No final da soirée a exibição do filme "Mémoires du Jazz: L'Élégance Noire".
O Festival acontece de 16 de junho a 9 de julho, mas alguns espetáculos como Révolution, de Olivier Dubois, que faz uma releitura do Bolero de Ravel em torno de barras de Pole Dance, já está com a bilheteria esgotada.
Veja a programação completa do FDAmM AQUI.

quinta-feira, junho 09, 2011

A cidade de faiança



Moustiers Sainte Marie é considerada uma das mais belas cidades da França. Conhecida como a cidade de faiança, se encontra entre Gorges du Verdon e a Rota dos Campos de Lavanda, floridos de junho a julho.
A arte de faiança é tradicional na cidade desde a Idade Média.
O lago de Sainte Croix, criado no curso do rio Verdon por Georges Clemeceau em 1908, sessenta anos mais tarde passa a ser utilizado para fornecer energia. O rio artificial é finalmente criado em 1973 após a construção da barragem de Sainte Croix. O resultado é um lugar perfeito para reunir a família e os amigos às margens do lago, para um bom pique-nique.
Conhecer a cidade e subir até a igreja que fica no alto da colina não é das tarefas mais fáceis para aqueles sem preparo físico. Mas o esforço vale à pena. De cima se tem uma bela vista.

O Carrossel



Gira gira o carrosel
Leva sonhos e embala alegrias
Acalma os ânimos
Destrai as crianças
E arrebata em cores e sons os passantes
Não é a vida um carrossel,
que vai e vem, roda roda e volta sempre ao ponto de origem?
Assim somos nós
Novos sonhos, novos projetos
Mas estamos sempre retornando ao ponto de partida
Para recomeçar
Uma nova vida
Um novo projeto
Um novo-velho amor
E as esperanças se renovam
Sucedem-se uma após outra
Como num carrossel
Brincando de nos fazer rir
Mesmo quando o riso se torna lágrima
Lá está ele a girar
Para fazer o sorriso brotar outra vez
Nada é eterno
Nem a euforia dos dias vis
Nem a tristeza dos dias atribulados
Tudo isso passa
Tudo isso um dia passará
E o que fica, somos nós conosco mesmos
Somos nós que nos temos a nós mesmos no fim
Inútil guerrear
Somos sós em nós
Aprender a aceitar a si próprio
Tal como somos
Seria esse o verdadeiro desafio de amadurecer?

Para Gisa e Lu

quarta-feira, junho 08, 2011

Tempo surreal



Engraçada essa nossa relação com o tempo. O ponteiro do relógio gira milimetricamente da mesma maneira, dia após dia, mas às vezes parece que ele corre mais rápido, por outras parece que se arrasta.
Engraçado pensar no tempo que se esvai, enquanto a vida corre. Tudo muda, e ao mesmo tempo somos nós, os mesmos velhos conhecidos de sempre.
Caetano cantou "Tempo, tempo, tempo, tempo"... tempo que passa e não volta mais.
Nostálgicas lembranças se fundem às vivências de hoje, um novo tempo se mostra com todas as suas promessas.
Viver é bom, mesmo quando o ponteiro do relógio se arrasta, mesmo quando o dia passar num suspiro, viver é bom.
Tudo é questão de tempo.
Conquistar os sonhos? Questão de tempo.
Rever os amigos? Questão de tempo.
Aprender com a vida? Questão de tempo.
Ver os filhos ganharem asas? Questão de tempo.
"Tempo, tempo, tempo, tempo"
Ele escorre entre os dedos, como Dalí o imaginou.

Foto: Eva Maués. Museu de Salvador Dali. Monmartre. Paris. Dezembro de 2010.

terça-feira, maio 17, 2011

Berço do cinema abandonado




O Cinéma Eden no pequeno vilarejo pesqueiro de La Ciotat, subúrbio de Marseille, é o primeiro cinema do mundo, onde os irmãos Lumière fizeram a primeira exibição cinematográfica da humanidade.
Embora a França seja um país que honra as tradições e que enaltece qualquer canto do país que tenha valor histórico, cultural ou educativo, o Ciné Eden foge à regra e está completamente abandonado à própria sorte. A fachada está deteriorada, no interior a sala de exibição mostra a degradação do lugar, com o revestimento das paredes velho e puído e o estofamento das poltronas completamente amarelado e rasgado.
Um piano branco encostado na parede direita do cinema mostra que o lugar foi algo glamuroso.
Não é confortável ver um lugar esquecido, sobretudo quando todos os quatro cantos da França são preservados e promovidos de maneira que sempre se tenha a exata noção do quanto é importante preservar a própria história.
Que o Ciné Eden reviva seus dias de glória, pois a história do cinema merece.

Toujours les bon compagnons



Les livres et le capuccino...quoi d'autre? On besoin de plus?
C'est la vie parfaite!

Carnaix



Engraçado esse carnaval de Aix-en-Provence
Organizado, povo comportado, gente parada assistindo o desfile passar.
Batucada com sotaque francês
E chinês pra todo lado com registrando tudo com câmera digital.
O universo de Tim Burton, organizado por uma brasileira teve de tudo um pouco. De Alice no País das Maravilhas a Batman. Bonitinho ver os carros alegóricos contornando os chafaris do cours Mirabeau.
Interessante essa maneira de fazer carnaval.

Fotos Carnaix e Maison de Balzac: Eva Maués

Cores


Gosto de cores
Multicores
Flores e ideias
Coloridas
Pra encher de luz esse céu
Carnaval de cores
é poder olhar nos olhos de quem amamos
E ver que o coração inventa as cores
Com toda a força
Mesmo quando o sol se esconde.

Marseille

Mais uma prova...café pra todo o sempre



Honoré de Balzac bebericava café o dia inteiro enquanto trabalhava. A cafeteira com o holograma de suas iniciais exposta na Maison de Balzac, em Paris, mostra que é atemporal essa ligação entre o ofício de escrever e o café.

Um pouco de Balzac


Visitar a Maison de Balzac, em Paris, é entender um pouco de tudo o que esse escritor, famoso por enaltecer as mulheres de trinta, representa para a literatura francesa e também para o mundo todo.
Seus rascunhos sobre os escritos, que ele chegava a refazer até mais de quinze vezes, até que o texto estivesse do jeito que o agradasse para a publicação é demonstração de zelo, esmero e amor pela arte de escrever.
Um perfeccionismo que não se vê mais na era do jornalismo digital, onde tudo é extraído das ferramentas de busca, com o deadline cada vez mais comprimido, compressivo e compressor, dos ânimos, das ideias, da escrita.
Tá certo, jornalismo não é literatura. Mas bem que podiam ser consideradas irmãs gêmeas essas duas artes-metiers, ou métiers d'art.