terça-feira, junho 27, 2006

quinta-feira, junho 22, 2006

Ronaldinho é o cara!

Concordo em gênero, número e grau com meu amigo Amado Júnior, Ronaldinho é o cara! Pode estar gordo, carente, deprimido e o escambau, mas honra seu nome e toda a glória e assume o ponto que ocupa. Ele é o cara!
Na partida contra o Japão, terminada há pouco, pudemos presenciar toda a garra, honra e glória do time brasileiro ao enfrentar o time do grande Zicão e vencer por quatro a um o time refinado do Japão, com jogadores hábeis, leves, talentosos. Mas o Brasil mostrou ao que veio e venceu o time dos japoneses, com dois gols do Fenômeno, que igualou-se agora a Glen Müller ( tá escrito certo, hein?) o maior goleador de todos os tempos em Copas do Mundo.
Foi o primeiro jogo que assisti do início ao fim, que gritei, pulei, descabelei-me, mas tomei refrigerante até a barriga rachar, até colocar o copo no congelador de vez e constatar, maravilhada, que o Ronaldinho é o cara!
Tudo o que ele toca vira ouro, seja mulher, artigos esportivos, ou a bola que, merecidamente o rendem um contrato vitalício milionário com a marca que, ficou constatado depois, não causa bolhas.
Podem dizer que ele está gordo, podem dizer que ele está fora de forma, mas ele entra lá e resolve. Me perdoe o Juca Kfouri, mas a seleção brasileira provou, neste jogo, a que foi à Alemanha, e toda a garra e glória que tanto nos orgulha de sermos brasileiros. Agora temos sim, a chance de trazer o Hexa e a taça, definitivamente.
Infelizmente esse orgulho não se traduz na política e em outras instâncias brasileiras, mas isso é apenas um detalhe que, a muito custo (isso sim, a muito custo), estamos conseguindo construir após menos de duas décadas saídos da Ditadura Militar e de tantas outras peripécias mirabolantes de nossa História.
A vitória contra o Japão, muito honrou o nome e o time brasileiro, com certeza. Mas eu concordo com o Amado e já sabia: Ronaldinho, você é o cara!

sexta-feira, junho 16, 2006

Ronaldo Fenômeno e Robinho


Copa 2006. Alemanha. Foto do Globo Esporte.

Frio aqui e na Copa

Após alguns anos sem pisar na capital federal, resolvi passar uns dias em companhia de pessoas queridas da família. Logo que o avião pousou os 16 graus centígrados não foram problema algum. Mas à medida em que os dias foram passando, enfrentar o frio da manhã e da noite era uma tarefa cada vez mais difícil.
Mesmo com agasalhos e moletons - um por cima do outro - aguentar a programação da TV de jogos e mais jogos da Copa estava mais monótono. Por que não caminhar todas as manhãs então? Descoberta a pólvora. Aproveitar o calor do sol para esquentar-se foi a solução. Mesmo sem querer desapegar-me à rotina espartana de acordar às cinco e meia da manhã, foi na volta de uma dessas caminhadas que passei por uma banca de revista e vi a nova edição da Caros Amigos com a entrevista do Juca Kfouri "O Brasil não vai ganhar. Haverá manipulação". Alguma novidade nisso? Desde quando não há manipulação no futebol brasileiro?
Kfouri foi o destemido em assumir isso ou a linha editorial da revista apostou na publicação bombástica em tempos de Copa?
Que brasileiro é destemido e não desiste nunca, isso já sabemos. Acredita na vitória até o último instante, também já sabemos. Que vai lutar com unhas e dentes para conseguir o hexa, também não é novidade. Basta olhar para o desespero do Ronaldo Fenômeno, lutando para superar toda a pressão à qual vem sendo submetido. Será que vai conquistar o récorde mundial de maior número de gols, ultrapassando aquele alemão, como é mesmo o nome dele? Ah, é o Gerd Müller, na década de 70.
Ronaldo vem sendo submetido a uma pressão descomunal. Coitado do rapaz. Todo o que ele toca vira ouro, é o Midas do futebol, da mídia, da publicidade...não pode namorar em paz, não pode adoecer em paz, será que em algum momento ele tem paz? Estamos vendo a todo momento que não tem não. Vamos deixar esse rapaz respirar, minha gente! Se o Brasil vai conquistar a Copa ou não, isso é mais pra lá. Um dia atrás do outro. Não é melhor assim? Só sei que aqui em Brasília tá um frio de rachar os ossos. E de Copa, estou ficando cansada. Melhor será assistir ao Código a Vinci em um cinema de qualquer um desses shoppings que tem por aqui.